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terça-feira, 22 de outubro de 2013

Tô vivona!

Eu sei que sumi ( de novo), mas continuo visitando os blogs e vendo mil coisas de casamentos. Basicamente o que tem acontecido é que, como meu casamento está muito próximo, e como está quase tudo pronto, a sensação de que eu já fiz muito e que não falta nada é muito grande. Mas ainda faltam coisas, várias, inclusive. Então nas próximas semanas preciso me concentrar em resolvê-las. E quem sabe, resolvendo mais coisas, não animo em postar mais aqui? 


terça-feira, 1 de outubro de 2013

Procurando músicas para o casamento: a marcha nupcial

Quando se pensa em casamento, a trilha sonora que vem à cabeça é a Marcha Nupcial. A mais famosa no Brasil é a de Mendelssohn, da suíte de Sonho de uma Noite de Verão. 




A Marcha Nupcial, contudo, está sendo gradualmente posta de lado. E por diversos motivos: porque não combina com o ambiente da cerimônia, porque a noiva acha brega, porque os noivos querem usar uma música que faça parte da história do casal, etc. O fato é que alternativas à Marcha Nupcial vêm sendo cada vez mais procuradas. 

Marcha Nupcial de Wagner

A Marcha Nupcial de Wagner não é tão usada no Brasil, mas quem nunca viu um filme de casamento com ela? 




Marcha Nupcial + Musiquinha romântica

Nos últimos casamentos que fui - e em muitos vídeos de casamento que tenho visto -, as noivas têm optado por utilizar em sua entrada uma combinação do início da Marcha Nupcial com uma música de sua preferência. Os primeiros acordes da Marcha chamam a atenção dos convidados, tocando durante a abertura das portas da igreja / salão. Quando a música muda, a noiva começa a caminhar. Essa opção não me agrada, pois para que a Marcha Nupcial tenha efeito é preciso tocar quase um minuto dela, o que acaba deixando a noiva parada na porta da igreja esperando para caminhar. Isso passa uma sensação estranha de que a noiva esqueceu o que era pra fazer. Uma paradinha de 10 segundos antes de caminha é válida, até mesmo para as fotos, mas quase meio minuto parada não dá. "Anda, minha filha!" - os convidados querem gritar. Mas é a minha percepção, tem gente que adora. 

O estilo do meu casamento não combina nada com as marchas nupciais, nem de Mendelssohn, nem de Wagner. Assim, estou procurando alternativas legais para a entrada, mas isso é assunto para o próximo post.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Um alerta às noivas blogueiras

Vestido de noiva pode ter CAUDA.

CALDA pode ser de caramelo, de chocolate, de morango.... Mas cuidado que se botar no vestido meleca.

E lembrem-se: na dúvida, antes de escrever procure um dicionário.

Essa calda não acompanha vestido de noiva, só sorvete.
Sem mais.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

A entrada dos noivos: com quem entrar?

Este post é dedicado ao meu noivo. Eu ia só mandar as fotos de referência pra ele, mas resolvi fazer logo o post. 

Nós estávamos conversando ontem mesmo sobre o nosso cortejo. Ele tinha pensado em entrar com a mãe 
e o pai, mas agora já não tem tanta certeza. 

Tradicionalmente, o noivo entra com sua mãe e a noiva com seu pai. Eu particularmente acho lindo a noiva entrando com o pai. Como cada família tem uma história, algumas vezes os noivos precisam resolver situações como a ausência dos pais (seja por falecimento, seja por brigas), ou o amor intenso pelos dois pais, que faz com que os noivos queiram homenageá-los, entrando com pai e mãe. 

Antigamente, na falta do pai a noiva procurava um irmão, tio ou padrinho para entrar. E o noivo, na ausência da mãe, também poderia convidar uma irmã, tia ou madrinha. Atualmente as pessoas têm feito do casamento uma cerimônia cada vez mais particular, em que noivas entram sozinhas ou com a mãe na ausência do pai. O noivo também pode entrar sozinho ou com o pai e a mãe, noivo entrando só com o pai eu confesso que nunca vi. 

Situações de falta de pai ou mãe não costumam ser muito difíceis de resolver. A questão que me parece mais complicada é quando os noivos querem mais de uma pessoa para a entrada, formando um trio. 

Não me entendam mal, eu acho que a felicidade é a coisa mais linda do mundo e que cada um casa como quer. PORÉM, eu acho esteticamente muito feio o noivo ou noiva entrando com duas pessoas. Eu sinceramente acho que, se você quer homenagear seu pai ou sua mãe que não entrarão com você, você pode fazer isso de dezenas de outras formas.

Muita gente justifica a entrada com pai e mãe dizendo que os dois foram igualmente importantes em suas vidas. Concordo mas discordo. Meu pai e minha mãe foram igualmente importantes na minha vida, mas de forma diferente. Meu pai sendo meu pai, e minha mãe sendo minha mãe. Levar a noiva ao altar é papel do pai (nesse ponto sou bastante tradicional). Minha mãe teve, tem e terá outros papéis na minha história de vida, mas me levar ao altar não é um deles.

Mas, deixando o emocional de lado, vamos ver o aspecto estético da entrada com três pessoas:

Desvantagens dos noivos entrando com duas pessoas (casal de pais, casal de avós, etc):

- É preciso mais espaço no corredor, principalmente no caso da noiva (o vestidão ocupa bastante espaço). Se o corredor não for muito largo, o trio pode ficar muito espremido ou acabar até esbarrando na decoração. Imagina que feio!
- Os noivos ficam "escondidos" no meio de duas pessoas, assim as fotos laterais podem ficar prejudicadas, bem como a visão que os convidados tem dos noivos.
- Os noivos entrarem "enganchados" em duas pessoas passa uma sensação estranha de que eles não dão conta de caminharem até o altar se não forem carregados. 
- Três pessoas de braços dados dão a sensação de "correntinha", ao passo que dar as mãos dá a sensação de infantilidade.
- É mais difícil coordenar o passo, já que os três tem que caminhar ao mesmo tempo. 

Algumas fotos de referência. (Observem bem as fotos e verifiquem a impressão estética que elas causam a vocês. Optei por cobrir o rosto para tentar preservar um pouco a privacidade das pessoas.) 

O corredor ficou estreito para três
Mais um corredor estreito. Reparem que a mãe vai batendo nas flores da decoração ao passar. Nessa hora, é melhor planejar a decoração com antecedência para que ela se adeque à passagem de três pessoas.
Esse corredor está largo e espaçoso. O planejamento da cerimônia levou em consideração que por ali passariam três pessoas e deu tudo certo. (Mas eu ainda acho estranho o noivo andando com as duas mãos "presas")
Algumas igrejas não permitem alterações na disposição dos bancos. Reparem como esse corredor é estreito até mesmo para duas pessoas e sem decoração. Imagina três?
Aqui parece que a mãe não conseguiu acompanhar o ritmo e ficou um pouco atrasada. 
Noiva que entra com dois homens. De todas as combinações, a menos esquisita na minha opinião.

Vantagens dos noivos entrando com duas pessoas (casal de pais, casal de avós, etc):

- A única vantagem que eu vejo é a da homenagem mesmo. É demonstrar que as duas pessoas que estão ao lado dos noivos são igualmente importantes na vida deles. 

- No caso dois noivos terem dois pais ou duas mães (casais homossexuais): aí vale entrar com os dois, afinal, não deve ser fácil "escolher" um.

Enfim, depois de tudo isso, eu destaco: não estou fazendo campanha contra a entrada em trio, nem quero mudar a opinião de ninguém, estou apenas expressando a minha. Se é isso que você quer para o seu casamento, manda ver! A minha opinião é que o papel de pai cabe ao pai, e o papel de mãe cabe à mãe. Se você é filho de mãe solteira e ela foi pai e mãe pra você, entrar com ela na cerimônia é um lindo reconhecimento. O mesmo vale para pais que foram verdadeiras mães, padrastos que foram verdadeiros pais, etc.

Para não dar errado: verifique se o corredor é largo o suficiente e comunique o decorador! Também comunique as equipes de fotografia e filmagem para que eles se posicionem adequadamente. 

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Iniciando o registro de casamento no cartório

Iniciei o registro do meu casamento no cartório. Sim, agora eu vou casar mesmo. Então o post de hoje será sobre como se preparar para esse momento. 

150 dias antes do casamento: descubra em qual cartório você fará o registro e verifique as regras. Procure informações no site do próprio cartório, e se as informações não estiverem claras, telefone para o cartório. Não procure informações sobre documentos e prazos em sites de casamento e blogs, porque estes podem estar desatualizados. É nessa hora que você descobre quando entrará com o processo de registro, se 120 ou 90 dias antes do casamento.

15 dias antes de levar os documentos ao cartório:

Descoberta a data para o início do processo, verifique a relação de documentos necessários no seu caso (casamento de solteiros, viúvos, divorciados, ect). Se o cartório tiver um site falho, telefone para lá e pergunte. Eu acho que liguei umas cinco vezes para o cartório perguntando coisas. É nessa hora que você deve procurar todos os documentos necessários e juntá-los em uma pasta. Assim, caso não encontre qualquer documento, terá tempo de pedir uma segunda via. 

Não esqueça de verificar quantas testemunhas serão necessárias. Convide testemunhas confiáveis, pois elas precisarão estar presentes no dia do casamento também. Aproveite para combinar com elas o dia e o horário da ida ao cartório.

Aproveite para verificar os custos do registro. Eu me esqueci de ver isso antes e na hora tivemos que pagar mais de 600 reais. Melhor ligar para o cartório e perguntar preço e formas de pagamento com antecedência. 

2 dias antes de levar os documentos ao cartório:

Revise sua pasta de documentos e tire todas as cópias necessárias. É melhor tirar com antecedência em lugares que cobram barato do que deixar para tirar na hora em locais próximos ao cartório, que cobram o olho da cara.

1 dia antes de levar os documentos ao cartório:

Verifique se o site do seu cartório possui a opção de cadastro online. O cadastro online agiliza seu processo e permite a obtenção de uma senha rápida, ou seja, menos fila. Só não sei dizer se todos os cartórios fazem isso.

Aproveite para determinar como ficará o nome dos noivos após o casamento. Chegar ao cartório sem ter uma conclusão sobre esse assunto é garantia de mico. Imagina os noivos discutindo isso no meio do cartório com todo mundo olhando? Essa questão dos nomes é muito pessoal e íntima, converse com seu noivo em particular bem antes de ir ao cartório, e cheguem lá decididos. 

No dia:

Tenha em mãos os telefones celulares das testemunhas, e não esqueça de carregar a bateria do seu!

Também tenha em mãos o telefone da cerimonialista, pois o pessoal do cartório pode perguntar.

Se sua cerimônia de casamento for só civil fora do cartório, não se esqueça de pegar informações sobre o juiz de paz, afinal, ele será o oficiante do seu grande dia! Pergunte se ele é bem-humorado e se aceita que as noivas telefonem para ele para combinar a cerimônia. Tem juiz que adora receber ligação dos noivos para conhecê-los melhor e combinar tudo. Anote o telefone dele.

Por fim, controle as emoções! O primeiro grande passo do seu casamento será dado! 


Update:

Respondendo aos comentários: Eu entrei com o processo no cartório do 2º ofício de Brasília, na 504 Sul.
As taxas que paguei são:

- Habilitação para Casamento
- Escrevente
- Casamento civil fora do local do cartório (a mais cara das três).

Ou seja, o alto valor se refere basicamente à ida do juiz ao local do casamento. Eu acho que casamentos no cartório são mais baratos. Por isso eu falo: telefonem para o cartório de vocês e perguntem!

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Lidando com o orçamento e relações de poder: quando a família vai pagar

A maior dificuldade dos noivos ao organizar uma festa de casamento é o orçamento. Quando os noivos decidem pagar pela própria festa, a dificuldade se concentra em levantar o dinheiro e organizar as finanças. Quando é a família que se oferece para pagar, a dificuldade fica em estabelecer relações de poder na organização. Ou, usando as palavras exatas, definir quem manda no casamento. 

O meu caso é perfeito para servir de exemplo. Logo de cara meus pais se prontificaram a me oferecer uma festa de casamento. Eles estipularam um valor máximo que poderiam alcançar, colocando também as expectativas que tinham para o evento: um espaço confortável para os convidados e um serviço de qualidade, priorizando a boa comida. Feitas essas considerações gerais, eles foram generosos o suficiente para deixar todas as escolhas por minha conta e do noivo, dando quase nenhuma opinião não-solicitada. Para meus pais, a festa de casamento é dos noivos e deve, acima de tudo, ser do nosso agrado.

Os pais do noivo tem outro raciocínio. Eles também se prontificaram a pagar, querendo dividir a festa igualmente. Para eles, contudo, a festa de casamento é uma festa dos pais para os noivos, o que significa que, em última instância, os "donos da festa" são os pais. Como meus sogros são pessoas muito ocupadas, quase não tem tempo de ajudar com as questões práticas do casamento - apesar de quererem muito -  e como o noivo mora fora, a organização acabou caindo toda pra mim. Eu combino tudo com o noivo, assim o casamento fica do nosso jeito. Como os pais dele são tranquilos, acho que já entenderam que a idéia de que os pais são os donos da festa não cola com a gente. É claro que nós escutamos as opiniões - sejam elas solicitadas ou não - mas a decisão de atendê-las é nossa. 

É preciso diálogo

Alguns noivos, contudo, não tem a sorte de terem pais tão tranquilos quanto os nossos. Muitos noivos, inclusive, preferem se desdobrar em 20 para pagar a própria festa, podendo assim fazer tudo realmente do seu jeito. Escapar da relação "dinheiro é poder" é difícil em qualquer situação, e na organização de uma festa de casamento não é diferente. Muitos noivos quando não estão pagando não se sentem à vontade de fazer valer sua opinião. E ao mesmo tempo, muitos pais quando estão pagando se sentem os "donos da festa", querendo até mesmo impor vontades e opiniões. 

A tensão entre as expectativas reprimidas dos noivos e as decisões impostas pelos pais pode se tornar insustentável. Para que isso não aconteça, é preciso muita conversa logo no início dos preparativos. Tanto se os pais se oferecerem para pagar de livre e espontânea vontade, quanto se os noivos pedirem a contribuição, é preciso ver quais são as expectativas de cada um em relação ao evento. Não adianta os noivos quererem um casamento pequeno, estilo mini-wedding, se os pais querem convidar até os primos de 5º grau. Por outro lado, os noivos não podem querer um festão para 300 convidados se os pais só podem bancar 150. Estabelecer um número de convidados que agrade a todos - bem como um teto de gastos - é a primeira coisa a ser feita. E ambos os lados tem que saber ceder, é claro. 

Mas afinal, quem manda "mesmo"?

Na minha opinião, se os pais optaram por presentear os noivos com os meios para fazer uma festa, o presente está dado. Quando damos um presente a alguém, não dizemos a essa pessoa o que fazer com ele. Não é da sua conta se a pessoa vai levar o presente até a loja e trocar por outra coisa. O mesmo funciona com dinheiro, se é dado de presente, é dado. Não se mete o nariz se não for chamado. Isso vale em dobro para quem paga mas não ajuda. Não adianta nada se oferecer para pagar o casamento se você não tem nem cinco minutos do seu dia para ligar para aquele buffet que você sugeriu e quer porque quer que os noivos experimentem. É muito fácil pagar, não ajudar a pesquisar, a marcar horário, a nada, e depois dizer "não era bem isso que eu queria, seria melhor aquela outra opção".

É claro que um casamento mexe com emoções muito profundas e é claro que aos pais sempre se deve respeito. Mas os pais também devem respeitar os noivos. Determinar coisas só porque "estão pagando" ou fazer chantagem emocional é uma tremenda falta de respeito. Noivos, se perceberem que é esse o caso, corram. Ceder um pouco é saudável, mas se perceber que estão sendo deixados de lado em favor da opinião alheia (mesmo que seja dos pais), deem um basta na situação! Sem brigar, apenas explicando o lado de vocês: que é o casamento de vocês, oportunidade única na vida, e que vocês tem grandes desejos e expectativas para esse dia.

Dicas para evitar conflitos

Se seus pais ou os pais do noivo (ou ambos) se ofereceram para pagar a festa, o mais importante é deixar claro para todos que a palavra final é dos noivos, que os dois estão e estarão em perfeita sintonia entre si para decidir o que lhes deixará mais felizes no grande dia. O segundo passo é estabelecer o comprometimento de que os noivos nunca fecharão um contrato sem o conhecimento dos pais. Apresentar diversos orçamentos a quem estará pagando e perguntar se a despesa cabe no bolso é uma atitude mínima de respeito. Afinal, se os noivos não querem se endividar para pagar festa de casamento, os pais muito menos, não é?

Delegue tarefas e faça as pessoas se sentirem incluídas. Escolha um item que você não faz questão de decidir pessoalmente e peça para os pais resolverem por você. Eles irão sentir que suas opiniões são valorizadas e que estão ajudando. No meu caso, pedi para meu pai e meu sogro irem nas degustações dos buffets e escolherem o favorito. Os dois tem o paladar muito mais exigente e entendem muito mais de comida do que eu. Então por que não? Deu super certo. Pena que minhas outras tentativas de incluir os sogros não deram certo porque eles simplesmente não tem tempo, mas enfim...

Se mostrem dispostos a ouvir opiniões, mas saibam dizer "não" quando não concordarem com alguma coisa. Tranquilamente, sem brigar.

A parte mais difícil pode ser em estabelecer o tamanho da festa. Se você quer uma festa intimista com apenas 70 pessoas, mas seus pais querem convidar até a tia Gorete do Cabrobó, desapegue e esqueça. Nessa hora, eles "estão pagando" mesmo. O que não pode acontecer é os convidados dos noivos serem cortados em favor dos convidados dos pais. A festa ainda é dos noivos. Nessa hora, tente explicar que a festa de casamento é um celebração do amor de vocês e que vocês não querem estar cercados de parentes distantes que nunca viram na vida, ou colegas de trabalho deles que só entraram na empresa há dois meses. Mantendo os convidados dos noivos como maioria, o resto está tudo certo. Ah, e um certo respeito pelo tamanho de cerimônia desejado também é legal, ok senhores pais? Nada de impor uma festa para 300 pessoas se os filhos só querem 70... Que tal entrar em um acordo com 150?

Por fim, tratar de dinheiro não costuma ser fácil, mas se todas as partes envolvidas se tratarem como os adultos que provavelmente são (ninguém aí está querendo casar antes dos 18, né?), tudo dá certo.

E vocês, como estão resolvendo os assuntos financeiros da festa de casamento?

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Seu casamento não é o seu matrimônio

Em inglês existem duas palavras distintas para se referir ao casamento. "Wedding" se refere à cerimônia e à festa, quando há. Já "marriage" se refere ao matrimônio em si, ou seja, à vida de casados. Por isso que em inglês se costuma dizer "your wedding is not your marriage" (seu casamento não é o seu matrimônio). Em português a palavra matrimônio não é tão usada no dia-a-dia, tanto que chamamos as duas situações, a cerimônia e a vida de casados, de "casamento". 

Essa questão de vocabulário pode parecer superficial, mas a importância de pensar separadamente no casamento "wedding" e no casamento "marriage" é altíssima. Para o benefício desse texto, Vamos separar a "festa de casamento", que representa um dia só na vida, e o "casamento", que representa uma vida inteira. 

Vejo muitas noivas (e noivos) empolgadas com a festa de casamento, preocupadas com os detalhes, e muitas vezes brigando com seus companheiros e familiares por causa desse bendito dia. Sim, é um dia de sonho para muitas, e querer que tudo saia perfeito é natural. O que não é natural é deixar que a festa de casamento tome dimensões maiores do que o casamento. Seguindo o que dizem os americanos, a sua festa de casamento não é o seu casamento, ela não define o seu casamento. 

Então, entre uma escolha de sabor de bolo aqui e uma reunião com seu DJ ali, pare para pensar um pouco em como anda a sua relação e como ela se transformará após a cerimônia que os unirá (espera-se) para toda a vida. E antes de se descabelar porque seus convites não saíram milimetricamente como você queria, ou perder o humor porque não vai conseguir bancar a melhor banda da cidade, lembre-se de que a festa é um dia na vida, enquanto o casamento é uma vida inteira.